terça-feira, 4 de novembro de 2014

É por aqui que vai pra lá?

Bons tempos em que ser descolado era manifestar-se contra o governo.
Ficar na oposição, contra a situação.
Falar mal das autoridades. Desobediência civil pregada por Mandela.
Contestação. Contra-cultura. Anti-establishment.
Quem assim não agia era taxado de conformista, alienado. Cupincha.

Virou tudo de ponta-cabeça. A impressão é de que a esquerda virou direita e a direita virou esquerda.

Xingamentos do tipo facistas, coxinhas, porcos, jegues, viraram moedas de troca.
Serve para tudo e para todos. Uma espécie de coringa. Quem falar primeiro ganha.
Também vale chamar o interlocutor de desinformado. Aconselhar a estudar, a se informar melhor. 
A buscar outras fontes confiáveis ao invés da mídia golpista.
É a estratégia da Erística apresentada por Schopenhauer, em como ganhar uma discussão mesmo sem ter razão.

Agora o inconformado é o que apóia a situação. O conservador é o que faz oposição.
A mídia que denuncia, contesta, é chamada de PIG. A que defende cegamente o governo é apelidada de JEG.

Passada essa fase (porque tudo passa) , a pergunta que se faz é: O que virá depois?

Do caos surgirá a luz? Ou caminhamos para a destruição? Só Deus sabe.

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