quinta-feira, 20 de junho de 2013

PARANDO PARA PENSAR

Em entrevista ao programa Roda-Viva da TV Brasil, os porta-vozes do MPL foram questionados por um dos entrevistadores, se as manifestações cessariam, caso não houvesse a redução das tarifas. A resposta é que a manifestação continuaria, até que o aumento fosse revogado. O pedido foi acatado, tanto aqui no Rio quanto em São Paulo. Coisa muito difícil, considerando o perfil dos atuais governantes do estado e do município do Rio de Janeiro. O movimento, no entanto, não parou. Já existe uma manifestação programada para hoje, um dia depois do prefeito do Rio de Janeiro ter capitulado diante das reivindicações. Esta marcha está prevista para sair da Candelária em direção à sede da Prefeitura. As manifestações no Brasil, se forçarmos um pouco a memória, costumam ser temáticas, com objetivos bem definidos. Pelas eleições diretas, pelo impeachemant do presidente Collor, manifestação dos profissionais da Educação conforme ocorreu ano passado, o movimento dos bombeiros, etc. Esta manifestação pela redução das tarifas se diluiu. Agora a mídia que antes deturpava e condenava as manifestações procuram induzir e direcionar a massa, sugerindo pautas, se insinuando. Já houve até um jornal sensacionalista, apostando na desinformação da maioria da população que trazia em sua manchete uma referência a Marco Feliciano, numa tentativa de incluí-lo na pauta. Outros, como o Arnaldo jabour conseguiram introduzir a PEC 37. Esta PEC, por exemplo, vai de encontro ao entendimento da Polícia Civil, que vê na atuação investigtiva do MP como uma usurpação de suas atribuições. Pessoas alheias à matéria jurídica não tem base nenhuma para sequer iniciar o debate. È como se eu quisesse opinar sobre a qualidade do material utilizado na construção do Engenhão. Ista não se resolve em meio à multidão. Multidão, aliás, não raciocina. Haja vista os tumultos observados. Tanto que o Código Penal no Art. 65, alínea e, prevê como atenuação da pena o crime cometido sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou. Há que dar uma pausa sim, raciocinar. Na questão da Educação, contatar a Associação dos Professores, que já lutam há muito tempo pela valorização da Educação. Procurar a liderança do sindicato dos médicos, que lutam por melhores condições de trabalho e investimento na Saúde. Por exemplo. Enfim, buscar formas mais efetivas de atuar. Com inteligência.