segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E viva a democracia.

É o que temos de melhor atualmente. Nada como ser governado por um líder escolhido pelo povo.

A democracia, no entanto, somente se aproximará de seus objetivos quando os eleitores dispuserem de informação, instrução e juízo crítico, elementos que dependem, e muito, da educação que lhe é oferecida.

Manter um povo numa situação de constante miséria controlada, desinformada, analfabeta ou insuficientemente formada, com uma qualidade péssima no ensino, para depois atrelar estes pobres miseráveis, numa nova edição do voto de cabresto praticada pelos modernos coronéis, soa muito fácil e falso. Não é a democracia sonhada pelos seus idealizadores.

Período eleitoral parece uma guerra. Mas não é. Guerra é o que enfrentamos no cotidiano, com a saúde pública fracassada, crise no sistema carcerário, educação péssima, saneamento básico idem, transporte público caótico, estradas péssimas, falta de investimento em outras modalidades de transporte, como o ferroviário, por força do lobby dos combustíveis fósseis, além de um clima de insegurança pública que atinge todo o território nacional.

Que nosso próximo governante enfrente estes problemas com eficiência e seriedade, deixando um pouco de lado o discurso demagógico. O povo não precisa de esmola. Precisa de emprego com salário digno, acesso à habitação e ao crédito com juros honestos, sistema de saúde, de transporte, de educação e de segurança que funcione.

O governante que assim atue, não estará fazendo nenhum favor, nem estará sendo bonzinho. Estará apenas cumprindo o seu dever prescrito na Constituição da República.

A primeira batalha está garantida, foi vencida nas urnas com a força do povo. "Ao vencedor as batatas", como diria Machado.