segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E viva a democracia.

É o que temos de melhor atualmente. Nada como ser governado por um líder escolhido pelo povo.

A democracia, no entanto, somente se aproximará de seus objetivos quando os eleitores dispuserem de informação, instrução e juízo crítico, elementos que dependem, e muito, da educação que lhe é oferecida.

Manter um povo numa situação de constante miséria controlada, desinformada, analfabeta ou insuficientemente formada, com uma qualidade péssima no ensino, para depois atrelar estes pobres miseráveis, numa nova edição do voto de cabresto praticada pelos modernos coronéis, soa muito fácil e falso. Não é a democracia sonhada pelos seus idealizadores.

Período eleitoral parece uma guerra. Mas não é. Guerra é o que enfrentamos no cotidiano, com a saúde pública fracassada, crise no sistema carcerário, educação péssima, saneamento básico idem, transporte público caótico, estradas péssimas, falta de investimento em outras modalidades de transporte, como o ferroviário, por força do lobby dos combustíveis fósseis, além de um clima de insegurança pública que atinge todo o território nacional.

Que nosso próximo governante enfrente estes problemas com eficiência e seriedade, deixando um pouco de lado o discurso demagógico. O povo não precisa de esmola. Precisa de emprego com salário digno, acesso à habitação e ao crédito com juros honestos, sistema de saúde, de transporte, de educação e de segurança que funcione.

O governante que assim atue, não estará fazendo nenhum favor, nem estará sendo bonzinho. Estará apenas cumprindo o seu dever prescrito na Constituição da República.

A primeira batalha está garantida, foi vencida nas urnas com a força do povo. "Ao vencedor as batatas", como diria Machado.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Trecho de uma mensagem enviada a um dos parlamentares da base aliada, com algumas adaptações no texto:

Não quero perder tempo com boatos. Aos fatos portanto.

1 - O presidente Lula não revogou os pontos que tratam do aborto, apenas modificou o texto, assim, ao invés de falar sobre descriminalização do aborto o texto foi alterado para "considerar o aborto como tema de saúde pública", ora, na prática, o que mudou? Foi utilizada apenas uma técnica de retórica.

2 - Que há planos de alterar nossa legislação para incluir estes temas não há dúvidas. Eu sei que o prezado irmão conhece o texto da Resolução do III Congresso do DN do PT de 2007. Está expresso, claramente para quem quiser ler, os planos para descriminalização do aborto, da legalização da prostituição, da união civil homossexual.

3 - É fato que a candidata Dilma declara considerar o aborto tema de saúde pública. Ainda que se diga que ela não declare expressamente ser favorável ao aborto.

4 - É fato que o PT sim puniu um de seus parlamentares por ser contrário ao aborto, trata-se do Dep. Luiz Bassuma, em Resolução do partido de 17/09/2009. Estou com o texto impresso em minhas mãos.

É fato que o PT votou contra a instalação da CPI do aborto, no dia 09/02/2009. (Todos estes documentos estão disponiveis no site do PT: www.pt.org.br - documentos).

Portanto, retirando os boatos restam os fatos, que por si só, causam grande preocupação.

É provável que a candidata Dilma Russef vencerá esta eleição, e até creio que ela não tomará qualquer iniciativa no tocante a estes temas polêmicos. Sabemos no entanto, que um presidente não governa sozinho.

É notório que iniciativas deste tipo nascem em uma das casas legislativas e que, ainda que haja veto presidencial, este poderá ser derrubado pelo Congresso Nacional.

Assim, ainda que haja um compromisso de campanha por parte dos candidatos, seja ele quem for, de que não adotará medidas neste sentido, devemos manter a guarda, e para isso contamos com parlamentares comprometidos com os princípios cristãos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

As declarações do Pr. Silas Malafaia de que não votará em Marina Silva preferindo votar no cadidato José Serra teve uma estrondosa repercussão.
De acordo com o pastor, sua decisão foi motivada pela suposta indefinição da candidata diante de questões polêmicas, notadamente, a liberação da maconha e da descriminalização do aborto.
Declarações estas bastante exploradas pelos simpatizantes da Dilma http://blogdadilma.blog.br/2010/09/pastor-silas-malafaia-nao-vota-mais-em-marina-silva.html
É bem verdade que a candidata Marina Silva tem se mostrado muito cautelosa, no que diz respeito a esses assuntos, bem como diante da questão do casamento de homossexuais. Dizer que é contra o casamento de homossexuais porém admite a união civil é o mesmo que dizer que não gosta de macaxeira, prefere mandioca. Dá no mesmo.
O movimento gay, no entanto, não tem dúvida. Para os gays Marina é contrária a seus interesses conforme publicação deste sítio: http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=1431

Eu também gostaria que a Marina fosse mais taxativa, porém, entendo que ela está concorrendo ao mais elevado cargo de nosso país.
Postura radical não combina com a responsabilidade de uma presidente da república.
Não sou a favor de plebiscito para dirimir estas questões. Para isso existe o Congresso Nacional . Eles, deputados e senadores, ganham muito bem para discutir esses assuntos e tomar, junto com o presidente da república, essas decisões.
Jogar o problema para a população é suprimir o Congresso nacional e desrespeitar a separação e interdependência dos poderes.
Embora tendo este entendimento, prefiro continuar acompanhando a evolução da candidata Marina Silva. Não vejo porque mudar de direção a esta altura do jogo político.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Defendo o direito à vida, logo, sou contra o aborto.
Votaria em uma ideologia favorável ao aborto?

Defendo o casamento como união entre um homem e uma mulher, conforme prescrito na Bíblia, na Constituição e em leis infraconstitucionais. Votaria em defensores de uma desconstrução da família nestes moldes?

O comunismo em países onde foi implantado, fracassou.
Votaria a favor desta experiência no Brasil?

Sou contra a desvalorização do servidor público, do sucateamento das instituições públicas a fim de torna-las inviáveis para justificar a doação destas ao setor privado.
Votaria em quem defende a privatização do que dá lucro, do que funciona?

Sou a favor da separação entre os poderes, como forma de controle mútuo. O poder concentrado nas mãos de um só dos poderes constituídos, quer seja executivo, legislativo ou judiciário é muito perigoso, para não dizer desastroso.
Votaria nos apóstolos do messianismo individual ou partidário?

Está cada vez mais difícil escolher em quem votar.
Engrosso a lista dos indecisos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Difícil acreditar no ar de bom moço e na áurea que envolve algumas figuras do nosso cenário político. Verdadeiros profetas carismáticos alardeando o sucesso de suas gestões. O discurso é semelhante aos programas das tele-igrejas. Notícias de milagres e maravilhas que só acontecem lá. Pessoas que saíram de uma vida de miséria e sofrimento só porque alí entraram. A última porta da salvação. Exploração de imagem de pessoas humildes chorando. É constrangedor. A exploração da miséria alheia é descarada e covarde. Mas as eleições passarão e ficaremos por mais dois anos esquecidos. Daquí há pouco será a vez dos candidatos a prefeito e vereadores nos atacarem. Agora, neste âmbito, tudo está correndo normalmente. Pessoas de todas as idades abandonadas nas calçadas, mendigando o pão; ruas esburacadas e mal iluminadas; o centro da cidade repleto de velhos prédios em ruínas, servindo de refúgios para mendigos e viciados; ensino público falido, hospitais idem; favelas crescendo sem controle. Enquanto isso as autoridades ocupam o tempo pensando em carnaval, futebol e no aumento de seus próprios ganhos.

propaganda eleitoral

Você me conhece!
Preciso do seu voto!
Estes são alguns dos jargões utilizados pelos candidatos de menor poder aquisitivo que não têm acesso à mídia.
Obras de fachada, UPPs, UPAs, PACs, Choque de órdem, são alguns recursos utilizados pelos políticos que tiveram ou têm acesso ao poder ou que estão no seu exercício, como propaganda política a fim de continuar usando deste poder em seu próprio benefício.
Um eleitor atento não cai nestas armadilhas.